quinta-feira, 8 de março de 2012

COPA 2014: MANAUS TERÁ A TERCEIRA COPA MAIS CARA DE 2014.


Do Portal D24am.

A cidade de Manaus será a terceira capital com a ‘Copa’ mais cara de 2014, conforme informações do Tribunal de Contas da União (TCU). Com investimentos na ordem de R$ 2,86 bilhões, Manaus só fica atrás das principais sedes do evento, São Paulo (R$ 4,9 bilhões) e Rio de Janeiro (R$ 3,8 bilhões), no quesito de gastos. O coordenador da Unidade Gestora da Copa (UGP-Copa) no Amazonas, Miguel Capobiango, questionou os dados do relatório.

Com a confirmação de que Manaus sediará apenas três jogos da primeira fase da Copa, a média de investimento do governo local será de R$ 953,5 milhões por partida. O estádio amazonense terá 44 mil lugares. Do total investido em Manaus, R$ 1,08 bilhão (37,9%) vem do Governo do Estado. Outros R$ 800 milhões (27,9%) são provenientes de financiamento da Caixa e mais R$ 400 milhões (13,9%), do BNDES.

No relatório do TCU, a capital amazonense aparece como uma das quatro capitais-sede que não vai receber nenhum aporte do setor privado. O fato destoa, por exemplo, de cidades como Natal, onde R$ 428,5 milhões do total de R$ 1 bilhão investidos no evento são provenientes do capital privado. O tribunal ainda considera os investimentos em Manaus de R$ 89,4 milhões (3,1%) com portos e R$ 394,12 milhões (13,7%) da Infraero. Da prefeitura de Manaus virá R$ 90,7 milhões (3,1%).

Capobiango argumenta que Manaus aparece como terceira nos gastos, porque faltam informações de outras cidades. “Em Fortaleza, por exemplo, eu sei que disponibilizaram R$ 500 milhões para a mobilidade urbana, o que não aparece no relatório”.

Arena da Amazônia

Manaus e outras três cidades são listadas, no relatório do TCU, como uma das sedes que apresentam riscos “de ter estádios que serão ‘elefantes brancos’ após a Copa”. Segundo o órgão, em Natal, Manaus, Cuiabá e Brasília a verba gerada pelo uso dos estádios não vai cobrir os custos de manutenção da obra. Ao lado da informação, o tribunal acrescenta que “não foram identificadas ações (do governo) no sentido de mitigar o risco” das arenas se tornarem onerosos aos cofres públicos.

O coordenador da UGP-Copa voltou a questionar as informações. Ele diz que o Amazonas tem procurado operadoras e produtoras estrangeiras para colocar a Arena Amazônia na rota dos principais shows e eventos internacionais. “A sustentabilidade de uma arena de futebol agrega outros investimentos”, defende Capobiango. “Uma arena não se sustenta só com futebol”. A Arena da Amazônia está com quase 40% da obra concluída.


FONTE: D24am.

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